25.5.12

Oficina de Mandalas no Parquescola Ecoetrix















Foi muito gratificante orientar estas oficinas de mandalas no Parquescola Ecoetrix, em São Thomé das Letras - MG !!! Gratidão a todos, especialmente a mestra Max Tovar!


Os alunos foram as crianças da região, trazidas no sábado pelo CRAS (Centro Rural de Apoio Social, se não me engano) e no domingo pela Associação Viva Criança, sendo essa última muito especial pra mim, pela memória de seu fundador o xamã e psiquiatra Juan Uviedo, com o qual tive breve amizade, e quem iniciou o trabalho na montanha que agora conta também com o Parquescola.


 Há um bom tempo venho dialogando e programando essa parceria, tanto com a Associação quanto com o Parquescola, e finalmente aconteceu, junto à celebração de um ano do Parquescola Ecoetrix, que está realizando um trabalho maravilhoso ligado à bioconstrução, permacultura, ecologia da alma, com arte e trabalho social.


Com cada turma, a do sábado e a do domingo, foram realizadas as mandalas coletivass e as individuais.
Usamos materiais naturais nas mandalas coletivas e as indiduais foram pintadas com tintas a base de terra.


Foi uma experiência muito boa de aprendizado mútuo, muita coletividade e arte em sintonia com a natureza!


E já temos data pra continuar:
em 14 e 15 de julho haverá novas oficinas, 
voltadas para adultos.
Em breve mais infos.


Vejam as mais de 40 fotos no flickr:


http://www.flickr.com/photos/feliperuido/sets/72157629894404622/




Agradeço as forças da natureza e sigo trabalhando pelo bom fluxo!!!







1.5.12

caderno abril 2012

Encadernação feita por mim, capa com papel amatl (artesanal indigena mexicano) e grafismos meus.


Abaixo algumas imagens, veja mais no flickr:






veja essa arte em tamanho natural no flickr:








página Escritas e Textos


Página nova aqui no blog, reproduzo o conteúdo abaixo pra ficar também nas postagens.



Para abrir esta página,
uma poesia recente, de abril 2012.
Veja também:
A Pedra do Elefante

Em breve mais.



Idade de idades
quantos corpos já vesti
a deidade em mim
que é agente da gente
fragmento do todo luz
semente

procurando caminho pra brilhar
como agua fluir
espelhar sol e lua
musica pra saldar, saudar, salvar,

ecoa, faz ruido na agua
porque movimenta e procura
a cura
de esquecer o que sou
mas lembro, silencío
e caminho
pes no chão
atravesso pra outra margem

gratidão

(me chamo ruído porque busco harmonia)



26.2.12

desenho Zé Elétrico e texto







Zé Elétrico, desenho à lápis e toque final em arte digital.

Veja aqui a arte em seu tamanho natural:



A inspiração dessa arte vem de Zé Elétrico ( João Dumont ), no filme nacional Árido Movie. Ficou com um toque “Bolywood” também, que acho até divertido.
O personagem é um índio, que é dono de bar e mecânica no interior de Recife. É também mais ou menos um caboclo xamã.
Não vou escrever sinopse, coloco apenas uma frase dele e quem se interessar, indico muito o filme, que é um dos meus preferidos.
A minha idéia é fazer uma série de artes inspiradas em filmes.
Mais abaixo um texto meu que complementa essa arte. Longe de ser necessário lê-lo pra entendê-la, ( prefiro que cada um interprete a sua maneira), é uma forma de expor significados e reflexões com os quais lidei no fazer, o contexto subjetivo dessa criação, e pra abrir diálogo.

"As coisas estão por aí e a gente não vê. Sabe por quê? Preconceito. As pessoas só querem ver o que deixam. É preguiça e preconceito".
Zé Elétrico

A Pedra do Elefante

Ao dizer essa frase, o personagem mostrava a outro as montanhas do sertão de Recife, uma delas com esse nome por ser parecida a um elefante com metade submersa na água. Mas o que diz é bem mais abrangente e ao fazer essa arte, conectei o significado principalmente na questão de uma visão chamada extra-sensorial, que é uma visão além dos padrões sociais, condicionados, uma percepcão tida como espiritual ou mística, mas que está aqui, nesta mesma realidade do cotidiano, e todos tem condições de acessá-la. Utilizei o símbolo de um dos chakras, o Ajna ou terceiro olho, para representar a abertura dessa visão e sua atividade, através de rotação e fluxo. Apesar desse tipo de visão estar ligada à crenças místicas diversas, hoje já é bastante aceita também pela ciência a sua existência. Eu mesmo, em meditações, sem uma prática disciplinada, mas por meditar de certa forma desde pequeno, percebo o fluxo desse chakra e vejo cores luminosas, de olho fechado ou aberto, entre outtras percepções. Aos poucos, fui tentando representar essas percepções em minha arte. Dessa vez creio que foi a mais efetiva, mesmo que sutil. Uma importante questão é entender pra que servem estas percepções, que não são meros fogos de artificio, como usar entheógenos, substâncias psicoativas, por pura diversão. Os fluxos demonstram como estão os funcionamentos, as cores também são uma linguagem que pode ser lida. A yoga e os chakras tem funções específicas e são considerados em diversas práticas místicas no mundo todo, não apenas nas orientais. Eu não tenho ainda muita prática e conhecimento pra leituras, apenas percebo e sinto-me mais conectado com o que chamo de “bom fluxo”, ou seja, harmonia consigo e com o todo. Ainda chegarei a uma melhor compreensão, por enquanto procuro expressar na arte estas percepções. Muitos artistas fazem isso, existe até um movimento chamado de Arte Visionária, do qual o artista Alex Grey é um grande representante. Sigo fazendo minhas artes em constante transformação, mas acredito que esse é um caminho que deve aflorar, o de representar mais enfaticamente estas percepções, para ajudar a descondicionar as pessoas de seus olhares tão ditados pelas normas sociais, ao mesmo tempo que busco também mais conhecimento e prática nesse tipo de percepção.
Outro aspecto importante, é a escolha desse personagem por ele ser um caboclo, brasileiro mestiço de índio e negro, figura símbólica muito importante na cultura brasileira em geral, na formação do povo e principalmente na Umbanda, que é um caminho místico que tenho criado bastante afinidade, dentro da minha mistura de muitos caminhos.
Falando na questão de técnica, preferi desenho a lápis sobre papel, por ser um suporte fácil de armazenar, ser econômico e por querer trabalhar em minha nova prancheta que montei. Procurei utilizar várias cores em áreas onde poderia representar tendo apenas uma, o que também remete a uma percepção aguçada, além das outras já citadas. O realismo não costuma me atrair muito, mas acabou acontecendo por conta da referência e do que eu queria expressar. Não creio que seja sinal de evolução, como alguns podem achar. Pode ser bastante elaborado, mas outras formas não realistas de expressão podem ser também muito elaboradas, e nem precisam ser, afinal arte é pra expressar e não pra ver quem elabora mais. A simplicidade as vezes é um ótimo caminho pra expressar, fazer arte com prazer e também é necessário saber enxergá-la.

19.2.12

Página graffiti e muralismo

Montei a página Graffiti e Muralismo aqui no portfolio,
com uma extensa seleção da minha produção nessa área.
Na página, alguns destaques e os links para os albuns no flickr, 
com mais imagens (são 125 fotos de vários anos).


http://feliperuido.blogspot.com/p/graffiti-e-muralismo.html